quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dança da Escuridão

Ela se vestiu como a mais bela mulher.
A noite parou e os ventos também.
Nas igrejas nenhum grito de fé
nem sequer algum parco amém.

Ela sai de casa como se o mundo fosse seu,
atravessa a rua, larga rua por sinal.
Ela perpassa as nuvens da noite e todo seu breu.
Para ela nada mudou, tudo está igual.

Ela não pensa em parar,
ela não quer cantar,
ela...
Cantar quer ela não,
mas sua voz cai no chão
e se quebra em mil pedaços.
Ninguém pode juntar.

Bis

Te amo eu.
Amo tanto,
tanto amo
que até doeu!

Eu te amei.
Amei tanto,
tanto que
nem me casei!

Te amaria,
se a noite
fosse clara e
escuro o dia!

A ti,
e só a ti,
tenho fé em mim
e o resto que seja o fim,
mas nada poderá,
nada transformará
o que mora,
o que demora
em mim,
em meu ser,
que um dia,
que numa tarde
te trouxe prazer.

Horror

Sua angústia de poder,
seu desejo de me ter,
querendo tudo que existe,
matando quem resiste!

Nada tão sacramentado,
nada que não possa ser julgado,
nada que nada levou,
uma vida que nada deixou.