sexta-feira, 22 de abril de 2011
Fundamentum Omnis
"et fecit Deus firmamentum
divisitque aquas quæ erant sub firmamento
ab his quæ erant super firmamentum
et est ita factum"
Sagrado beijo este teu.
Nada mais, nada meu.
Eu posso sonhar em ser o que eu quiser,
mas mesmo assim ainda devo amá-lo por fé.
Nossa religião nos liga ao beijo pagão,
nos liga ao que ontem foi luz, hoje escuridão,
mas eu apenas quero dançar
enquanto o mundo espera acabar...
Crucificado em nome meu,
filho único, pudico de Deus.
Eu posso sonhar em ser como queres tu,
mas mesmo assim ainda prefiro beijar-te nu.
Eu sonhei em te amar numa catedral,
sendo teu sexo e o meu torpe animal,
mas o sonho acabou e
Deus ao Inferno nos mandou...
Eu e tu podemos ser o que quisermos,
se não formos contra os mandamentos de Deus!
Eu e tu podemos ser o que desejarmos,
se e somente se continuarmos escondidos no breu!
Talvez o Inferno não seja tão ruim.
Talvez beijar Satanás não seja o fim!
Esqueço que sou humano demasiado humano,
e beijo o Anticristo, da forma que disse Zaratustra.
Meu beijo eu juro que não te frustra!
Meu beijo, baby, eu juro que nada te custa!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O Retrato de Mim Mesmo no Espelho do Tempo
Certo é que aquele que não se tem
não pode ter mais ninguém...
Filho de uma mãe pobre,
filho de um pai não nobre,
tez quase imperiosa,
voz feroz, libidinosa.
Oh, baby, só eu sei o ruim e o bom de ser eu mesmo!
Oh Oh, me deixe errar até o fim - assim ser eu desejo!
Atmosfera,
esfera de ar,
quem dera,
quisera um dia voar...
Destino de mais um qualquer.
Espinho de um Deus fiel. Sem fé
eu sigo sonhando sincero, caladinho
eu sigo minha estrada, meu caminho.
Oh, baby, só eu sei o ruim e o bom de ser assim!
Oh Oh, não me deixe cair sem teu beijo ao fim!
A-Atmosfera,
esfera de poeira,
quem dera,
quem é ela ali na fogueira?
Suicídio assistido,
televisão parada,
rádio retransmitido,
parada de ônibus, parada errada!
Esquecido por mim mesmo,
filho de uma puta sem fé,
eu sou eu mesmo, assim desejo
um dia encontrar a felicidade, yeah!
E no sentido das coisas pagãs,
eu sigo calado meu caminho,
pensando na minha alma cristã,
rezando minha beleza, temendo ser sozinho,
porque meu desejo é sempre cair em desatino
e um dia não mais tecer a corda negra de meu destino...
Oh, baby, apenas eu,
e apenas eu mesmo
posso saber, posso temer
a beleza e terror de ser eu mesmo.
Pareço mais calmo?
Pareço mais calvo?
Apenas meu pudor pode te tocar,
mas eu ainda posso te amar
ao cair da noite,
ao saber que nada sou além de teu simples brinquedo,
que eu nasci para te completar...
Oh, baby, só eu sei o bom e o ruim de ser eu mesmo...
não pode ter mais ninguém...
Filho de uma mãe pobre,
filho de um pai não nobre,
tez quase imperiosa,
voz feroz, libidinosa.
Oh, baby, só eu sei o ruim e o bom de ser eu mesmo!
Oh Oh, me deixe errar até o fim - assim ser eu desejo!
Atmosfera,
esfera de ar,
quem dera,
quisera um dia voar...
Destino de mais um qualquer.
Espinho de um Deus fiel. Sem fé
eu sigo sonhando sincero, caladinho
eu sigo minha estrada, meu caminho.
Oh, baby, só eu sei o ruim e o bom de ser assim!
Oh Oh, não me deixe cair sem teu beijo ao fim!
A-Atmosfera,
esfera de poeira,
quem dera,
quem é ela ali na fogueira?
Suicídio assistido,
televisão parada,
rádio retransmitido,
parada de ônibus, parada errada!
Esquecido por mim mesmo,
filho de uma puta sem fé,
eu sou eu mesmo, assim desejo
um dia encontrar a felicidade, yeah!
E no sentido das coisas pagãs,
eu sigo calado meu caminho,
pensando na minha alma cristã,
rezando minha beleza, temendo ser sozinho,
porque meu desejo é sempre cair em desatino
e um dia não mais tecer a corda negra de meu destino...
Oh, baby, apenas eu,
e apenas eu mesmo
posso saber, posso temer
a beleza e terror de ser eu mesmo.
Atmosfera,
esfera de ar,
quem dera,
quisera um dia voar...
Pareço mais calmo?
Pareço mais calvo?
Apenas meu pudor pode te tocar,
mas eu ainda posso te amar
ao cair da noite,
ao saber que nada sou além de teu simples brinquedo,
que eu nasci para te completar...
Oh, baby, só eu sei o bom e o ruim de ser eu mesmo...
domingo, 17 de abril de 2011
The Love
Eu tenho tanto medo de te perder.
Saber que eu posso ser ruim,
sabendo que o começo enseja o fim,
sem saber quando tu vais me esquecer.
Eu poderia ser uma pessoa mais pura.
Saber que na eternidade posso te amar,
saber que é apenas teu o meu sonhar,
mesmo que pela noite eu em mim te destrua.
Quando te achei, tudo parecia
ser mais belo e sem sofrimento,
mas onde existe amor sem doer?
Aqui em mim pode haver alegria,
mesmo que eu não saiba onde,
eu sinto que eu vou morrer sem ti esta noite...
Me diga o que te faz ser feliz, amor.
Me diga o que eu quero ser para ti,
pois já cansei de te perder, de te ferir -
logo eu que a tantos causa medo e dor...
Amar é magnético, ser amado outrossim,
mas eu nem ao menos sei onde fui isso inventar,
agora tudo dói em mim, me faz gemer, chorar
porque sei que este ano tudo terá um fim.
Eu quero ser a vítima deste amor,
quero ver onde podemos ir juntos,
mesmo que meu fim seja o terror,
mais medo vive aquele que não pode amar...
Beija-me como último sinal
de tua fé em ti mesmo,
beija meu corpo e toma
o que te faz ser o que é, toma meu amor, acaba com minha fé...
Toma meu amor!
... toma-me, amor...
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