terça-feira, 3 de maio de 2011

Como se o depois nunca fosse chegar


Feliz vou eu cantando
os desejos de te ver.
Triste sou eu chorando
por tua voz um dia perder.

Baby, tão feliz estar contigo,
pelas ruas sorrir como tolo,
sentir que tu me és o abrigo,
que todo dia sou um novo!

Amo o jeito que ele me jura amor,
a forma como encanta meu sexo,
a forma como um dia me conquistou.



Chamo-o perfeito porque aquele olhar
apenas o próprio Deus pode um dia
entender. A mim só resta com toda vida o amar!

A noite vai te levando o manto estrelado,
mas eu só me importa ser por ti amado,

mesmo que nunca sejamos nas ruas permitidos,
mesmo que nos seja negado até o Paraíso!

E tudo que me resta agora é te amar como nunca um dia se pôde pensar!

E tudo que eu quero agora é contigo pelo eterno do que pode ser me encontrar!

Ser seu melhor amigo,
ao som de uma música qualquer,
bebendo o que nos é permitido,
tentando esquecer os problemas da fé,
vamos seguindo o caminho do amor,
esquecendo da festa e dos entretantos,
posto o que nos anima é estar aqui, nos amando
ao som das estrelas e sob a bênção do Luar,
como se o depois nunca fosse rebentar...



domingo, 1 de maio de 2011

A freira nua e a bodega de Seu Cristóvão



Tomo minha fé e como o santo pão de Jesus, o Cristo.
Desço as escadarias mas apenas o PaPa vem me amar.
Onde estão os filhos do homem? Eles querem (me) matar!
Eu e apenas somente eu posso acreditar no que digo.


Cruz e espada.
Luz e escuridão.
Apenas Deus é a morada
desde os tempos de Adão.


Toma-me, Senhor!
Minha fé não é amor,
nem meu beijo é fiel,
mas atuo bem se me deres um bom papel!


Tomo a espada dos pecadores e corto deles todos os pênis.
Jesus Cristo pode me perdoar sim, mas eu quero a perdição,
pois eu quero morrer nos teus braços como Eva nos de Adão,
limpar teu sexo com minha calça, te lamber todos os tênis!


Crua e assada
a carne perde o sabor,
mas tudo com uma salada,
torna a ter um novo valor!



Toma-me, Senhor!
Minha fé não é amor,
nem meu beijo é fiel,
mas atuo bem se me deres um bom papel!

Perséfone, Cleide Maria,
Stefâni, Glória Maria - quem diria!
Fantástico e Faustão,
sexo com nojo, sobejo de camarão!
Eu posso dançar ao som dos hinos religiosos,
posso cantar em nome de Deus e comer meninos gostosos,
porque a máscara pode tudo esconder,
mesmo que debaixo deste anjo haja um satânico michê!

Cabe tudo em mim - diz o Monsenhor - 
Cabe tudo, enfie até o fim!
Porque esta noite vamos rezar gosto ao Senhor!




C'est seulement une triste chanson

Tentei ser feliz, até remédio eu tomei,
mas como viver já que nosso fim eu já sei...
Não há nada entre nós agora,
mas o amanhã já vem e me desola...

Voa longe, meu amor,
mas saiba que aqui na terra
eu ainda estarei te esperando mesmo que morto,
mesmo que como único abrigo a minha cova,
ainda serei o que de mais belo tu fizeste em vida...
Eu não sou outro senão o que tu me fizeste ser...
Ao fim, esta canção de despedida...



Tudo claro. Nada novo, pois.
Mas como amar todo dia?
Como te ver e deixar tudo pra depois?
Me diga onde eu fui me perder assim,
onde eu fui deixar eu mesmo
e perder meu conceito. Temer a vida sem ti
é algo que eu não deveria sentir...

Não há nada em mim que não me lembre você.
Não há mais nada em mim que não seja você,
porque o que de minha havia em mim mesmo não é nada
ante o amor maior que um ser humano tem o direito de sentir.
Necessito de ti comigo em todas as horas,
mas o tempo pode nos esquecer e morrermos sem demora...
Eu apenas escuto tua voz quando o vento sopra,
apenas teus olhos reluzem em meu espelho,
eu ainda invento de pensar, mas é em ti que meu eu há...

Tudo caro. Vida maldita, heim!
Mas como deixar de pensar no amanhã?
Como eu viverei sem teu amor, teus beijos também?
Me diga onde eu fui ficar assim,
onde eu me perdi deste jeito tão,
tão perdido. Eu vou caminhando pela estrada
buscando em toda face tua face delicada...

Eu sem ti não existo mais.
Eu nunca vi um amor assim, que dói e que me apraz.
Sinto teu nome ir embora, tua voz me vem contar,
mas o que importa é o agora, o amanhã - deixa ele pra lá!

O que poderei ser?
O que haverei de ter?
Sem você, nada eu sou senão o que eu era antes de ser o que agora sou,
e o que há de novo em se resser o que se era? Eu quero apenas dizer:
[Desta maneira nunca ninguém um dia te amou...