domingo, 7 de julho de 2013
O Churro Hilst
É um tanto quanto estranho
querer algo sempre tão doce assim.
Morder entre lábios, pelo canto
sentir o doce de leite escorrer.
Não seja mais um churro tão difícil de se achar!
Eu quero algum grande para morder - me saciar!
Eu consigo morder todo o tamanho
mesmo doendo no palato.
Eu preciso de algo doce e castanho
para comer no almoço, desjejum e jantar.
Não deixe escorrer o líquido pelos cantos, baby!
Eu quero ficar perto do churro e tomar o deleite!
Eu acho tão sexy e apreciável algo tão doce assim.
Eu talvez tenha tanto a pagar mas não é caro para mim!
Um churro tão gostoso de morder e comprar
não deve ser deixado de lado sem um beijo leitoso pra acariciar
o ego do dono! O ego do dono!
É um doce churro este que como!
Na última noite, eu pensei em algo físico
para explicar o desejo fatal que se sente
por um obelisco tão palpável e rígido
como o que eu vejo tão rijo na minha mente.
É tão sexy viver com você!
É tão sexy sentir seu açúcar aqui
na minha pele! Tão cult é você
que é estranho não querer.
Manifesto Pirikitista
Uni-vos, todos vós,
que vestidos de vermelho,
com penas de revolução
pintam o rosto c'um Mac!
Uni-vos, todos vós,
que vestidos como Padres
pintaram de azul-celeste
as paragens do Sacro-Império d'Sertão!
Ó o papagaísmo prefrentista de tantos intelectuais(?)
dança como senhoritas nuas pelos bosques do Planalto Central!
Ó o ludismo, lulismo, petismo cubista dos que não sabem
que(m) foi o que tanto dizem - Queimem! Calem! Matem!
Vamos falar de temas sociais!(Oh yeah, guy!)
Vamos pintar tudo com temas sociais!(Ô ô PaPai!)
Mas o que sabemos nós do social?
Vamos pintar a cara de pavão!(mistério, misterioso em canção...)
Vamos ser cult, highcults; não simplórios!
Vamos cantar Chico Buarque
e vamos falar de Piaget, Darcy Ribeiro,
mas não se importe com o primeiro
que perguntar sobre eles:
basta chamar de reducionista,
de porco pequeno-burguês,
elite, tucanista, vil e terrível capitalista!
Nós somos os papagaios que não sabem o que dizer,
somos filhos do devaneio urss-ista de alguma nova Revolução,
mas não importa se não sabemos quem foi Bakkunin,
não importa nunca o "intemezzo", apenas importa o fim!
Ó o pirikitismo de uma ditadura da opinião com tons vermelhos
e algum charuto para fumar. Territórios antigos com sapatos
novos para que pensem (eles) que nunca foram por ali passar!
Viva a Revolução! Comunismo é a Solução! (mas do meu Iphone tire a mão!!!!)
Vamos ouvir Maria Bethânia(GaGa não pode, não!)
e debulhar as lágrimas dos pobres!(Mozart é contramão!)
Talvez um novo funeral
para algum antigo lavrador(Ars Poetica é elitizado!)
mas não se importe se questionados
formos sobre nossas leituras,
porque ser intelectual no Brasil
é apenas citar coisas sociais e ter
sempre algum veneno mirado contra a elite
(nunca deixem levar o teu tênis de grife!)
N-n-nós somos os papagaios da Revolução, my dear lover!
Não importa se antes nunca lemos nada sobre o Piaget ou R. Duprat,
sobre música popular e coisas que eles amam nos ouvir falar!
Apenas queira ir para Afrika e tenha planos de uma nova manifestação!
Debaixo do escudo do mensalão e do bolsa família,
vamos deixar todos escravos com o pirikitista pão!
Não importa se vamos quebrar o país com tamanha arrumação,
mas temos de sempre falar da linha da pobreza
e sempre chamar os críticos de elite - com certeza!
E eu não queria mesmo viajar para Paris ou conhecer
algum novo Aiatolá, mas é tudo em nome da Revolução!
Vamos dizer que tudo é novo e que nada é antigo,
pintando-nos dum tom social que isso agrada intelectual!
E vamos culpar a Imprensa, criar nela um inimigo interessante,
mas vamos pagar as dívidas dela também( porque novela é viciante!)
Eu sou o seu amor e você é meu tutor!
(Oh baby, my body needs your P.T.!)
Eu sou o seu amor e eu desejo tudo sem pudor!
(Oh honey, I luv to be there, in Alcacer-Quibir!)
Ó ó ó meu pirikitismo afaga o ego
e desata algum novo protesto! - vamos derrubar o Facebook!
Ó ó ó eu sou lulista, petista, pirikitista
e nada é mais lindo que a Cuba Comunista! - não faça isso co'meu MacBook!
Mas eu digo e repito não toquem no meu charuto, não!
Não toquem no meu Iphone - em nome da Revolução!
Eu quero ser um novo Al Capone e vou beber na teta da Nação!
E se disserem algo de mim ( Tucanismo!)
vou chamá-los de filhos e filhas podres de Eva e Adão!
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Quatro de Julho de 2013
Cerveja derramada
por debaixo da camisa,
ora inteira, ora rasgada.
Amigos juntos amam mais
do que inimigos órfãos
de um segredo, sem paz.
Sujos pelo lençol preto
caindo pelos lados, seguindo
em contrição,em segredo.
Não é sagrado nem profano
ficar calado, orando por
um amor tão forte, tão humano.
Numa quinta sem feira na rua,
corremos pelo mundo
e ficamos pérvios, nus, nua.
Não é ruim ter namorados ali
por entre o vento que corta,
por entre Fujiyama ou Fidji.
Dormir de calça vermelho-couro,
negras, brancos, pelados,
e ficar sorrindo como tolos, loucos
pela noite redonda a girar, a girar,
por entre devaneios tolos,
silêncios, beijos, mordidas a gritar.
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