domingo, 8 de junho de 2014

POSTAGEM HIPERMETRORRÁGICA



Hipermetafisicamente ligados
num âmbito contingencial,
somos carne um do outro,
somos um pouco além, animal!
Ele é um demônio que me corrói por dentro,
e, doendo, sigo cantando contra o vento,
porque eu sei que você não poderá vislumbrá-lo!
(Eu quero morrer nele - quero matá-lo!)

Questiono os astros sobre
a legitimação de Afrodite,
mas sei que existe um bem em mim
que não conheço - acredite!
Ele é um ativo animal a me destruir por dentro,
e, sedento, chupa meu sangue. Recomendo
não temer mentiras e nem lesbianismos aqui!
(desejo um carma novo que nunca senti...)

Ele detém dedos e manobras a se fazer,
mas eu não conheço o tempo que posso testemunhar...
Eu fumo pequenas moedas e deixo seu perfume sair,
mas eu temo seu corpo em mim ( ser consumido às vezes dói).
Avidez por dollars... Temo Eluard em meu apartamento,
mas o seu beijo pode deixar tudo mais claro por dentro...
Deixar mais claro por detrás do buraco do figurado e do tempo.

domingo, 18 de maio de 2014

Desoxirribonucleose Nacionalmente Atívica (not passívica!)



Criticismo retumbântico
e profético na minha pessoa.
Sentir o amor é sempre
uma coisa feliz e boa,
mas talvez haja algo que eu possa me injetar,
alguma forma de te ter eterno em mim e em mim se findar.

Eu já aprendi todas as diretrizes
da arte e da moderna família.
Mas eu não entendo como ainda
encerro em mim tanta fantasia.
Talvez a única razão de existir seja aqui ficar,
porém, entretanto, existe algo em ti que me faz durar.

Ponha tudo o de pornográfico para fora:
o faço vibrar!
Ponho em ti algo que em mim não posso,
decerto, achar!
Existe alguma forma de amor que não se pode vender?
Existe alguma razão de em ti meu corpo se perder,
mas a vida de Cristo não foi em vão!
Existe no DNA alguma nova forma de nação!

domingo, 27 de abril de 2014

Quixotismo



Moinhos de vento a bater
no teto do meu olhar.
Temendo os nigromantes
que querem tudo em caos transformar!
Amigo, deve-se ser forte e temer
tudo que seja além, que se porte
como se não valesse a pena dizer "amém"!

Tempestade no oceano pagão:
no respiro de Satanás
existe sempre algo ruim para dizer.
Eu temo o vento me levar
para longe de todo seu amor,
Dulcineia! - escutando, surpreso, solfejos
de uma flauta satírica os ventos cantar.

Às vezes temo temer tudo o que vai chegar de além,
mas teimo em teimar tudo o que é de mágico
reinventar.