segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Mefestá a Cidade dos Sem-Rei
A Harpa toca diante do trono
de Citah, qual a neve caindo por entre
os campos da antiga Mehestah.
Cidades passaram por entre o tempo
do mundo pagão,
diante dos deuses caídos,
diante do mal renascido em mim
e feito menina aos olhos fechados de Deus.
Espadas e guerreiros vindos do sul,
bestas e feras bestiais oriundas do norte
cingindo o céu por entre as nuvens gélidas do Céu Hélico,
mas puras e pueris
quais os rostos das Mereat dos lagos e rios
da Ilha da Paz.
Setes urbes,
sete reinos
e um amor pode tudo tocar
de quando o jovem rei-rainha guerreiro
foi por seu irmão se apaixonar,
de quando a língua morta que tudo
pode fazer renascer
foi para uma boca errada despertar...
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
O Canto das Duas Cidades
Debaixo do Vale Negro
existe algo que não se pode tocar,
existe algo de mágico e de gélido
que faz tudo em torno se congelar.
A cidade acima feita de Luz
e de lépidos jovens a amar
é ameaçada desde tempos imemórios
pela cidade debaixo.
Debaixo do Vale Negro
e tocando as margens do Mar Desejado,
existe um povo feito de terra
e de ferro,
um povo que não se pode tocar com os
dedos desnudos,
um povo que se alimenta de grito, de berro.
As cidades contradizentes
reinam supremas no continente.
As cidades contradizentes
reinam eternas em nossas mentes.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Reprodução
Tocado com dedos
diferentes dos que eu era antes,
caminhando pelos bares,
caçando olhares,
sentindo-se sozinho, aliás,
olhando e te procurando atrás.
Chegamos muito perto.
Existe algo que me faz gostar
de ficar aqui pensando
no seu corpo se reproduzindo em mim.
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