terça-feira, 29 de junho de 2010

Dos olhos da Loucura


Eu caio neste vale de lágrimas.
Um corpo está caído ali...
Onde está o povo?
Onde está o povo que não vai acudir?

Eu caio em minha loucura,
mas ninguém pode me socorrer.
Eu venço minha tortura,
mas ninguém pode me esconder...

Meus olhos,
meus lábios,
meus pulsos,
meu pênis,
tudo está cortado.
Eu não sou mais eu,
eu nem sei onde vive Deus,
nem onde iremos depois,
mas esta loucura,
esta visão surreal
me encanta
e me desatina, como se...
como se viver não me fosse real...

Eu caio neste vale de lágrimas.
Um corpo está caído ali...
Onde está o povo?
Onde está o povo que não vai acudir?

Eu caio em minha loucura,
mas ninguém pode me socorrer.
Eu venço minha tortura,
mas ninguém pode me esconder...

Eu e você não se pode esconder...

Eu e você não queremos mais viver...

Meus olhos cortados,
meus pulsos cortados,
meus sonhos cortados,
meu casulo de panos,
minha pena de cair,
meu mundo girando
pra onde nem sei ir...

domingo, 27 de junho de 2010

Peça de Violino n° 5


Meu nome é teu
que tanto tempo faz.
Meu nome não é meu,
apenas teu beijo me satisfaz.

Quando era criança,
quando eu ainda tinha no que sonhar,
quando tudo er'esperança
e eu contigo podia aos céus voar,

quando valia a pena esperar.

Meus olhos são frios
como o beijo de despedida.
Meu quarto ainda vive sombrio
já que tu saíste da minha vida.

No tempo qu'era criança,
no tempo qu'eu ainda tinha no que pensar,
no tempo que valia a pena ter esperança
e acreditar que o tempo tudo vai sanar,

quando tu tornasses a me amar.

Mas este tempo não vai ser meu,
este caminho já me está fechado.
Tudo me lembra o beijo e o toque teu,
mas me conformo - já não te sou amado.

Quando era criança,
quando eu ainda tinha no que sonhar,
quando tudo er'esperança
e eu contigo podia aos céus voar,

quando valia a pena esperar.

Sentir teu beijo em mim
é sabor,
é viver como se fosse hoje o fim...
Vivendo a noite final
de um sonho que acabou,
de um amor surreal...
Ter-te pra sempre, ó minha donzela,
mesmo que tudo acabe,
sempre torna a Primavera...

sábado, 26 de junho de 2010

Just a second



Nunca quis sentir teu hálito em mim,
mas teu cheiro me enganou,
me fez pensar que o começo
não era o início de tudo, era o fim!

As coisas giram em ciclos em minha mente.
Tua voz não ecoa como antes
ecoava, teu jeito nem me encanta mais.
Eu que era tão tolo - rapaz inocente.

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

Por favor, se afaste de mim!
Se afaste, por favor,
este é o meu,
este é o nosso último ato, nosso fim!

Nunca quis seus presentes mentirosos,
nem sua mão de enganação,
sua voz de mentiras e seus
olhos falsos e de todo asquerosos.

Nunca senti sua voz tão perto de minha face.
Teu olhar quer me dizer algo diferente,
mas eu não estou querendo escutar!
Vá embora! Vá com o vento! De mim se afaste!

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

Por favor, se afaste de mim!
Se afaste, por favor,
este é o meu,
este é o nosso último ato, nosso fim!

As coisas giram em ciclos em minha mente.
Tua voz não ecoa como antes
ecoava, teu jeito nem me encanta mais.
Eu que era tão tolo - rapaz inocente.

Nunca quis seus presentes mentirosos,
nem sua mão de enganação,
sua voz de mentiras e seus
olhos falsos e de todo asquerosos.

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!