quarta-feira, 25 de agosto de 2010

To my dear friend...XD


Uma porta giratória,
um banco qualquer,
conversas jogadas fora,
um almoço - café?

Pão de queijo e algo mais,
ele partiu meu tempo
como havíamos pensado -
hoje nada é igual ao atrás.

Idas e vindas.
Brigas e promessas de ódio.
Sou 15° na sua lista d'amizade -
não mereceria estar mais alto no pódio?

O tempo passou. Eu sei que não estou sozinho.
Café? Fanta uva com laticínios?
Este dia não se pode jogar conversa fora -
que eu posso perder o raciocínio!

Aquela vez eu te mandei partir,
mas eu nem sabia o que queria de verdade.
Já te matei em mim inúmeras as vezes,
mas nada vence nossa amizade...

Então eu te reencontrei
dentre meus desejos passados,
meus sonhos abortados -
o pano já tinha caído há muito tempo...
Aquela vez eu pensei em morrer,
pensem em matar -
tão ruim ter de esconder...
Sorvete por 1,50?
Pipoca com muita manteiga, faz favor!
Ah eu não gosto de manteiga!
MORRA!
Liga toda hora, todo o dia, todo minuto!
NÃO GOSTO DE GRUDE!
Speechless?
O que mais devo fazer?
O que você quer que eu diga?

-no fim, eu te amo...

sábado, 21 de agosto de 2010

Andarilho




Ele caminha pela estrada
que leva sua casa ao centro da cidade.
Ela caminha. Um jangada
no mar, encantadora simplicidade.


Eu até pensei em pará-lo certa vez,
mas meu medo não me permitiu.
Abraçar-me-ia,me sentiria desejado, talvez.
Mas isso nunca ao menos existiu.


E voilà que eu me tenho a pensar,
me tenho em choros de melancolia.
Por que você não pára e vem me beijar?
Por que tinha de fingir que sempre não me via?


Estes dias eu vi você passar por perto,
senti seu cheiro resvalando pelos ares,
mas você não pára. Sempre austero,
sempre como se fosse pai de muitos lares,


sempre ocupado com o que vai fazer,
sempre longe de si mesmo, perto do dever.


Este olhar de um alguém qualquer,
de um homem pensando na sua pura fé.


O que esconde você de si mesmo, o quê?
Este tempo eu vou amar o que aparecer,


tentando me livrar de sua lembrança,
e assim farei com toda minha perseverança.


Então eu encontrei você novamente.


Tudo nasce de novo e ninguém é mais inocente.


Ninguém é mais inocente...





quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TerraDosSonhos

"Memórias de alguno cualquier,
nada a más,
nada que se tenga de verdad.
Memórias nada más.''



Onde estou?
Eu. Eu quem eu sou?

Onde estão as pessoas deste lugar?
Eu nem vejo o sol, e, quando de noite, nem o luar.
Estou vendo coisas demais. Este terreno,
este vento que sopra em mim sereno.

Nuvens de algodão,
cachoeiras de chocolate,
árvores de pouca pequeneza,
uma estranha e louca natureza.

Ela nunca se perdeu em um sonho assim,
ela nunca amou ninguém até o fim.
Esta terra de sonhos, este sonho de terra
não leva ninguém de volta - ah quem dera!

Onde estou?
Eu. Eu quem eu sou?

Quando ela chegou aqui,
ela nem sabia o que estava vendo.
Não, ela não quer te amar.
Terra dos sonhos.

Quando ela viu você,
ela nem sabia o que estava sentindo.
Um vento forte a fez dormir.
Quem dera um sonho!

Onde estou?
Eu. Eu quem eu sou?

Nuvens de algodão,
cachoeiras de chocolate,
árvores de pouca pequeneza,
uma estranha e louca natureza.

oh oh oh oh

ah ah ah ah

Oh tinha sido tão bom garoto!
Tão cheio de santos e de amores reais,
mas agora ela nunca mais,
ela nunca mais me deu um beijo de amor.
Ela não me ama mais.
Oh ela tinha me dito coisas bonitas - 
eu me esqueci de que ela estava morta.

Nuvens de algodão,
cachoeiras de chocolate,
árvores de pouca pequeneza,
uma estranha e louca natureza.

Onde estou?
Eu. Eu quem eu sou?