segunda-feira, 25 de novembro de 2013
#AntiPeterPan
Partindo o batel para longe,
para longe além do monte e da penumbra,
para a Terra do Nunca!
Peter Pan, lindo e jovial, onde poste tu
tua pele de marsúpio? - No Sul, no Sul!
Partido Democrático e Social ornando
com conchas sertanejas um mundo menos humano.
Secretária para te levar para alhures.
Cerceado de pudicícia e de virtude,
eu te vejo me tocando e morrendo por dentro.
(menino travestido de senhor sarnento!)
Levante asas e voe longe, Hipócrates!
Não é pela Arte mas pela sorte
de contigo vislumbrar as joviais Plêiades!
Peter Pan, criança pagã, onde foste tu morrer
que dentro de teu casulo um monstro foi nascer!?
Partindo para Marte num pipocado interiorano,
eu te vejo travestido de maneirismos( és tão malandro!)
Secretárias, Dementadores e Reitores a te bajular,
mas onde foste tu tua cara de humano enfiar?
Eu te vejo tão pequeno e indefeso que é gentil
ver teus movimentos a se aniquilar ( Peter Pan Pueril)!
Quando eu sinto tua pele a tocar
as estrelas por entre as franjas do mar,
eu sei que existe algo de humano dentro de ti.
Não é ruim querer lutar contra o Zéfiros ou Arak'ati
pelo simples ato de te ver voar,
pelo simples ato de te ver negar
toda imaturidade que advém de tua idade.
Oh Oh Oh Peter Pan,
toma-me, toma-me!
(não me deixe necessitado de Roacutan!)
domingo, 24 de novembro de 2013
Q-V-A-S-A-R
Crise atômica e nebulosa
de partículas infinitesimais a dançar
por sobre os pés dos deuses.
Poderei eu ser diferente do que veio antes?
Poderei eu (tão mutante) ser viajante das estelares anteriores?
Serei eu Deus de mim mesmo?
Sendo eu tão distante, poderei me juntar aos Superiores?
Diante do Caos,
escapando pelas nuvens a dançar,
a dançar,
a dançar pelo Quasar!
Da Via Láctea ao braço norte de Órion,
cantando pelos átomos íntimos,
elétrons, nêutrons, pósitrons do F-I-M!
BUUM estelar de átomos
diante de Hiroshima e Xangrilá,
cravando terreno na minha entranha visceral.
Cantarei eu pedaços de um território sideral?
Rasgando a grande dorsal do Atlântico a pendular
por entre o fogo do Norte e o gelo Meridional,
sigo eu no meu abrir e fechar de braços a balançar.
Cravando a seta sargitárica
a perfazer o cândido caminho até o Apogeu da Terra de Zeus,
eu temi o beijo Erótico e os cantos de Iemanjá,
mas no fogo e na terra eu pus meu calcanhar
e, diante dos Deuses, todo meu pecado hei eu de para sempre pagar.
Cerceando o vento que sopra
do Arak'ati até o Zéfiro Fébico.
Calando diante de Perséfone
e dos Juízes a me julgar,
eu tomo a agada do tempo
e faço meu lamento
sangrar.
sábado, 16 de novembro de 2013
Teu Sexo Reaver
eu mantenho meus desejos presos em mim,
mas eu temo que eles possam se espalhar, se espalhar.
Calando diante do Trono e dos Deuses que ladram,
o meu desejo de paixão não pode se perder
perante toda fome de sexo que o mundo vem vender.
Num momento seguinte, eu estou solto
e preso em meu próprio pecado,
mas como amar alguém tão desejoso
sem querer consumi-lo assado?
Eu saio nu diante do sol e preservo meu pudor
com dedos e folhas a esconder. Meus olhares
se perderam por toda a imensidão dos andares.
É o preço de amar ficar aqui e sentir todo este calor
que me derrete e se repete no eterno ato de acabar,
no movimento sereno da destruição recriar, recriar.
Num momento seguinte, eu fico louco
e tento seu sexo novamente reaver,
mas é tolo querer de novo algo
que de verdade eu nunca fui ter, nunca fui ter.
Assinar:
Postagens (Atom)


