sábado, 11 de setembro de 2010

O estrangeiro



Eu tava aqui parado.
Tava aqui pensando
no tempo que foi acabado,
no que está vindo, chegando.


Quando eu pensei em você, estrangeiro,
quando eu pensei em morrer - te vi primeiro.


Estavas ali quietinho.
Estavas pensando em quê?
Teu jeito tímido, caladinho
é o que eu quero viver.


Quando eu pensei em partir, estrangeiro,
eu pensei em amar, amar meu amor primeiro.


Menina doce
de pele morena,
flor de mel,
rosa serena,
que eu vi um dia nascer em mim,
que eu deixei partir - je laiss'aller...
Flores de matiz de grande carmim.
Você partiu e nem me disse adeus.
Onde está você?


Onde está?



sábado, 4 de setembro de 2010

Tempo livre


Quanto tempo
eu te esperei aqui?
Por quanto tempo
de mim me esqueci?


Eu quero mais que você morra
em seus planos de futuro,
que tudo acabe como começou - 
eu na luz, você no escuro!


Espero que o destino seja
inteligente - por que não seria?
Eu cansei de seu jogo bobo,
cansei de sua tola histeria!


Espero que você
me tenha entendido!
Espero que você saia de mim!
Não topo ser apenas mais um amigo!


Aprovei,
aprovei seu corte novo!
Aproveite!
Viva a vida como um todo!


Eu quero você
longe de mim, já disse!
Não quero esperança
em você nem nada igual!
Quero meu sexo livre, meu corpo angelical.


Quero que tudo vá embora!
Quero nada não!
Já não me importa!





quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O distúrbio


Ele me olhou diferente.
O que ele queria de mim?
Não sei de mais nada,
tudo já me é inerente,
tudo já me é estranho, outrossim.
Cadê ela, onde vive minh'amada?
Eu a cacei, mas já não estava no jardim.

Eu a matei,
eu a matei,
a enterrei,
a degolei,
a esfolei
no jardim...

Apenas no jardim...