quarta-feira, 28 de julho de 2010

A despedida dos amantes ou o conforto do final


Eu pensava que ia ter até o final,
pensava que tudo era meu - tolo sinal!
Agora a verdade de teu segredo
me afasta do que eu pensava eterno desejo.


A noite me falou de tuas mentiras vãs,
mas eu nunca cheguei a acreditar...
A noite me disse que você não era mais domínio meu,
que tudo aquilo que vivera, hoje morreu...




Eu pensava que ia ter até o final,
pensava que tudo era meu - tolo sinal!
Agora a verdade de teu segredo
me afasta do que eu pensava eterno desejo.

E tu não estás mais aqui onde eu te deixei...
E tudo em ti já é bem diferente de antes,
de antes quando eu um dia te amei...

E tudo me lembra tua forma antiga,
mas tu me mostras que tudo é de outra forma,
já são tão-somente duas parcas vidas...


Eu pensava que ia ter até o final,
pensava que tudo era meu - tolo sinal!
Agora a verdade de teu segredo
me afasta do que eu pensava eterno desejo.

Ao som deste murmúrio final,
eu me conforme de te ver ir ao longe,
de te ver partir com tua barca pelo oceano novo,
pelo mundo que eu nunca tive como te dar,
pelos prazeres que te afastaram de mim,
pelo teu cheiro,
pelo teu jeito, enfim...


Eu pensava que ia ter até o final,
pensava que tudo era meu - tolo sinal!
Agora a verdade de teu segredo
me afasta do que eu pensava eterno desejo.

Mas eu me alegro também!
Tudo em nosso passado,
tudo que eu era e hoje sou além,
tudo me faz pensar em como mudei,
em como sou diferente de outrora,
como tudo se renova,
como tudo se revigora...  

E os dias tristes de chuva não me fazem mais tanto mal.
E os dias tristes sem tua pele não me fazem mais tanto mal...

Um comentário:

  1. Eu também achei que o inominável seria meu no final. Tolo sinal.

    Vamos melhorar, amigo.

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