sábado, 3 de julho de 2010

Torp'amante


Teu mistério me corrompe
Como um ácido jogado
Em ferro puro! Teu corpo
Me atiça como um fogo
Queimando papel!
Teu sexo é meu lar, teu beijo meu céu!

Por favor,
Não me diga nada de amores!
Por favor,
Eu quero apenas os teus horrores!

E agora que tudo se encontra,
Tu saberás que te desejo,
Que o mundo me é sempre contra
Porque teu sexo eu almejo.

Teu jeitão de santidade devassa
É algo que não tenho como entender!
Teu corpo me quer por perto
Como se eu fosse de extrema necessidade.
Querendo meu sangue
Em teus lábios profanos, torp’amante!


Por favor,
Não me diga nada de amores!
Por favor,
Eu quero apenas os teus horrores!

E agora que tudo se encontra,
Tu saberás que te desejo,
Que o mundo me é sempre contra
Porque teu sexo eu almejo.

Santidade profana,
Vaca devassa
De corpo, tez mundana...

Santo pagão em meu ânus,
Teu vestido carmim,
Teu nome que amamos...

Eu não quero que tu me beijes agora!
Não me tenhas como amigo,
Porque não te tenho como senhora!

Não me diga o que terei de amar,
Nem como vou te comer,
Este tempo não se pode mais mandar,

Nem muito menos responder...

Por favor,
Não me diga nada de amores!
Por favor,
Eu quero apenas os teus horrores!

E agora que tudo se encontra,
Tu saberás que te desejo,
Que o mundo me é sempre contra
Porque teu sexo eu almejo.

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