quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sentinela

Sentir
as aves que voam no céu...
Ouvir
que os homens não são os réus...
Sem o sol
em nossos rostos a queimar,
sem um dedo
que nos venha a apontar.

Sentinela
de um mundo diferente,
sentinela de um amor
puro e inocente.
Sentir a vida mudar
em sua orbe de giro,
ver que tudo um dia vai se acabar
e você ainda terá se esquecido de amar.

Sentinela
de uma vida que se morre,
de um reino fraco e forte.

Sentinela,
por que me olhas deste jeito?
Eu, no fundo, sou até bom sujeito...

Sem o sol
para queimar nossas faces,
sem uma morte
ou uma faca que nos mate.

Sem o sol que vem depois de amanhã,
sem a vida, porque toda morte é vã.

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